'Você sabe de onde eu venho?...'

A opinião do colunista Paulo Emílio de Oliveira.


“Venho das praias sedosas, das montanhas alterosas..."

Naquela noite gelada de 20 de fevereiro de 1945, véspera da tomada do Monte Castelo, os Pracinhas Brasileiros, provavelmente não discutiam ideologias, tinham apenas um único propósito em mente, tomar o Monte Castelo e VOLTAR PRA CASA EM LIBERDADE.

No dia seguinte, nossa bandeira verde e amarela tremulava no alto do monte e os Pracinhas se abraçavam, em lágrimas, cantando a Canção do Expedicionário: “Você sabe de onde eu venho?...“

Setenta e seis anos depois, numa fatídica manhã, o trabalhador brasileiro saíra de casa sem preocupações ideológicas, somente com o firme propósito de buscar o sustento de sua família e VOLTAR PRA CASA EM LIBERDADE, quando foi cruelmente atacado pela polícia do Governador CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO. Policiais Militares, com salários garantidos todo mês, diferentemente dos aproximadamente 40 milhões de brasileiros que não conhecem salário, usando o atributo dos fracos, a covardia, pareciam hienas num banquete. Policiais esses que não representam as Polícias Militares do nosso Brasil, composta de mulheres e homens honrados e dignos, que diuturnamente atuam em nossa defesa. Esses pseudopoliciais não são merecedores da farda que usam, são a escória ignorante e autoritária que perambula pelas ruas. E não venham dizer que cumpriam ordens, pois qualquer recruta sabe que ordem absurda não se cumpre. Gostaria de ver um desses bandidos com o seu salário todo em notas de 100 reais nas mãos e seu superior mandasse rasgá-las, se ele rasgaria, nunca.

O trabalhador agredido nos faz lembrar as palavras de Benjamin Franklin (1706 – 1790), Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária, não merecem nem liberdade  nem  segurança”.

O simulacro de sargento, que parecia se deleitar com os socos aplicados, foi surdamente questionado pelo Brasileiro trabalhador, pagador de impostos, indefeso, estendido no chão: “Você sabe de onde eu venho....?”.

Não sargento, você nunca saberá. Você não tem a fibra de um trabalhador, a decência de um pai de família e a coragem dos Pracinhas.

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

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