Vacinação não é uma competição, mas sua velocidade salva vidas!

Vacinação não é uma competição, mas sua velocidade salva vidas!
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Belo Horizonte tem a vacinação por idade mais atrasada do país. É uma posição vergonhosa, em um cenário de 27 capitais, que não condiz com o potencial da nossa cidade. Segundo a prefeitura, “não há nenhuma disputa entre municípios ou capitais e o objetivo é vacinar toda a população o quanto antes”. Realmente não há disputa e nem razão para isso, porque não estamos em uma competição, pelo contrário, temos o mesmo adversário em comum: o vírus. Mas, há a obrigação de esclarecer para o povo belo-horizontino porque ele será o último da sua faixa etária, no Brasil inteiro, a receber a vacina.

A vacinação de idosos com 60 anos começou no dia 03/05 e as pessoas com 59 anos tomaram a primeira dose no dia 07/06, quase um mês depois. A campanha avançou até os 56 anos, no dia 11/06. E parou mais uma vez, por quase quinze dias, pois só houve convocação para a idade de 55 anos no dia 24 de junho. Atualmente, estamos na faixa dos 50 anos, porém, sem previsão ou data para vacinar mais pessoas. Em outras grandes cidades, como o Rio de Janeiro, o Poder Executivo está divulgando o calendário completo para a população, já prevendo a vacinação completa de todos os cariocas maiores de 18 anos até o dia 31 de agosto. A capital fluminense, inclusive, termina essa semana vacinando cidadãos de 43 anos.

Não é um simples atraso quando se trata /de uma corrida contra o tempo para salvar vidas. Entre janeiro e março, o número de óbitos subiu 353% entre pessoas de 30 a 39 anos, e 419% na faixa etária dos 40 a 49 anos, segundo o boletim do Observatório Covid-19, da Fiocruz. Existem milhares de pessoas dessa faixa etária em Belo Horizonte, trabalhando nas padarias, nos supermercados, nos postos de gasolina e em outros setores de serviços essenciais. Esses trabalhadores não foram priorizados na campanha de vacinação e ainda ficaram semanas esperando uma resposta da prefeitura quanto à vacinação por idade. É um descaso com a população, que não se deve à falta de doses, e sim à má administração delas.

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